
O que pode ser devastador para o império norte-americano? Terrorismo ou a ameaça para a produção de filmes e séries de televisão, assim como as cerimônias de entrega de prêmios cinematográficos e televisivos correspondentes?
O “11 de setembro” parece ficar em segundo plano quando começamos a ver premiações sem glamour, série de TV pela metade e demissões nos grandes estúdios. Mas o que será que d’eu em Bin Laden desta vez? Mas que Osama que nada, o “ataque”, desta vez, veio de “dentro de casa”. Ou melhor, o assunto em questão trata-se das greves de roteiristas de Hollywood, que se prolonga desde outrubro de 2007, comprometendo a produção de filmes, séries de tv, premiações e consequentemente a indústria cultural norte-americana.
A Greve é do sindicato dos roteiristas norte-americanos (WGA) contra a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP), que representa os principais estúdios como Warner, Universal e HBO. O WGA exige uma compensação pelos trabalhos distribuídos através da internet e em DVD.
O clímax deste conflito aconteceu com a realização do Globo De Ouro deste ano, no último dia 13, onde a premiação considerada a “prévia do Oscar” ao invés do tradicional jantar de gala houve uma coletiva de impressa para anunciar os vencedores. E assim, ao invés de celebridades, jornalistas. Algo muito sem graça e sem emoção. E apesar de uma suposta ameaça ao Grammy - o “Oscar da Música” que acontecerá no próximo dia 10 - a grande preocupação é com a realização do Oscar, no dia 24 de fevereiro. Se a premiação “mais famosa do cinema” for igual ao último Globo de Ouro será para a indústria cultural norte-americana, simbolicamente, como o ataque ao World Trade Center representou para a economia estadunidense.
Mas que poder é esse que os roteirias, aqueles nomes que passam no final do filme e ninguém presta atenção, podem ter? Os roteiristas, meus caros, são os digamos “organizadores técnicos” de cada momento de um filme, série e premiação. São eles que descrevem e estruturam cada momento. Nada insignificante, hã? E para agravar ainda mais a situação o sindicato dos roteiristas ganhou o apoio dos sindicato dos atores, que em sua ação solidária “proibiu” aos astros e estrelas de comparecem no último Globo de Ouro.
Pois bem, com a proximidade do Oscar as negociações para o fim da greve tem sido mais freqüentes. Mas nenhum acordo foi feito até então e os organizadores do Oscar dizem que os preparativos para a cerimônia continuam normalmente.
O que resta a nós, meros telespectadores, é esperar. Afinal, de qualquer forma, a quarta temporada de LOST, que inicia nesta semana, será exibida pela metade. Mas convenhamos, por essa, nem Osama imaginava. Mas com certeza deve estar gostando de acompanhar do seu cafofo.
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